DispatchAI
Recursos

2026-08-11 · 3 min de leitura

Fuel surcharge no car hauling: quem paga o diesel?

Fuel surcharge no car hauling: quem paga o diesel?
Compartilhar

Você aceitou a load na sexta com o diesel num preço. Abasteceu na terça com o diesel mais caro. A diferença saiu do seu bolso, não do broker. No car hauling de spot board isso é a regra, não a exceção — e com o on-highway diesel a US$ 5,348/galão (EIA, semana de 3 de agosto de 2026) essa conta parou de ser detalhe.

O que aconteceu

O preço médio nacional do diesel on-highway fechou a semana de 3 de agosto em US$ 5,348/galão, +3,5¢ sobre a semana anterior, segundo a EIA. Mas a média nacional esconde o que importa pra quem roda: o spread por região (PADD). Na mesma semana, o galão saiu a US$ 5,141 no Gulf Coast (o mais barato), US$ 6,130 na West Coast e US$ 6,716 na Califórnia. Ou seja: US$ 1,58 de diferença por galão entre abastecer no Golfo e abastecer na Califórnia. Num tanque de 200 galões, isso é US$ 315 num único fill — e você ainda não carregou o primeiro carro.

O car hauling spot não te dá uma linha de "fuel surcharge" como o reefer ou o van dedicado dão. O rate do board é all-in: um número por carro, diesel embutido — ou não. Quem controla se o diesel está embutido é você, na hora de aceitar.

O que muda pra você

Fuel surcharge (FSC) é só um nome pra uma ideia simples: combustível é custo variável, então quem paga o frete deveria absorver a variação, não o carrier. Em lane dedicada, shipper direto e conta recorrente isso existe, e você negocia — um adicional atrelado ao índice do diesel, revisto a cada tantos centavos. No board aberto do Central Dispatch não existe: o broker te dá um número fechado e o próximo dispatcher aceita por menos.

Então a pergunta não é "como cobro FSC no board" — é "como paro de rodar com o diesel de três semanas atrás na minha conta". A resposta é precificar o diesel de hoje, do PADD onde você vai abastecer, dentro do seu floor por milha antes de dar o "aceito".

A conta é direta. Custo de combustível por milha = preço do diesel ÷ o seu mpg real. Um dually puxando um wedge de 3 carros carregado faz algo perto de 9–11 mpg na estrada. A US$ 5,35 e 10 mpg, é US$ 0,535 só de diesel por milha rodada — carregado E deadhead. Numa lane de 600 milhas com 150 de deadhead, são 750 milhas × US$ 0,535 = US$ 401 de diesel no trip inteiro. Se você não somou isso antes de aceitar o rate, você não negociou um rate: você chutou.

O que come margem não é o diesel caro. É usar um número velho. O motorista que fechou o floor com o diesel a US$ 4,90 e segue aceitando o mesmo rate a US$ 5,35 está doando 45¢ por galão — e não percebe, porque o board não mostra. O diesel não aparece como linha; aparece como o dinheiro que não sobrou no fim da semana.

Na prática

Recalcule o custo de diesel por milha toda segunda, com o número da EIA da semana e o mpg real do seu dually carregado — o seu, medido no último mês, não o do folheto.

Puxe o floor pelo PADD onde vai abastecer, não pela média nacional. Rodando pra Califórnia (US$ 6,72) o custo por milha é outro planeta comparado ao Gulf Coast (US$ 5,14). Mesma lane, floor diferente.

Em conta recorrente ou shipper direto, ponha o fuel adjustment por escrito no rate con — atrelado ao índice EIA, revisto a cada X centavos. No spot, embuta o diesel de hoje e recuse quem não cobre.

Saber o seu custo de diesel por milha não garante rate melhor — garante que você reconhece a load que te faz rodar de graça antes de assinar. Resultados variam por motorista, equipamento, lane e época do ano.

Não somos transportadora nem broker. A gente ajuda o car hauler a botar número na decisão antes de aceitar a carga.

Fontes

EIA — Gasoline and Diesel Fuel Update (semana de 3 ago 2026)

DispatchAI Agency: https://www.dispatchaiagency.com

WhatsApp